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Proposta de apresentação vencedora da nossa escritora Gabriela Vieira:

Porque as pessoas sempre fazem as piores escolhas?, é como se elas colocassem as melhores, em ultimas opções. Este é o meu caso, quando criança aos 5 anos tinha família, amigos e até mesmo escola. Quando completei 16 anos minha mãe morreu de leucemia, e até os meus 20, sofri muito nas mãos de meu pai, mas só ate os 20, quando decide sair de casa, sem deixar bilhetes nem telefones.
Cheguei na cidade grande (SP) sem qualquer informação ou ajuda, minha primeira casa foi um lar de apoio, onde fazia serviços comunitários. Depois de um tempo as coisas foram se ajeitando, comecei a trabalhar em uma lanchonete, onde conheci meu grande amor Verônica. 4 anos juntos não era muito coisa, mas meu pedido de casamento já estava em planos, até outros roubarem a cena, Verônica descobriu que estava gravida. Uma menina linda nasceu depois de 9 meses de espera, nessa felicidade toda estávamos pensando em se casar, antes que um acidente cruel acontecesse e me levou Verônica. Sem rumo e sem saída, dei minha filha de apenas 1 mês a uma família rica que me ajudou muito quando cheguei em São Paulo.
Agora sou um velho mendigo, arrependido e solitário, esperando um dia rever minha filha, o fruto de meu amor com Verônica…

Proposta de desenvolvimento vencedora do nosso escritor And.holiv:

Enquanto a chuva cai fina, insistindo em correr pela minha face e acabar nos meus lábios secos e rijos, endurecidos pela própria vida, percebo o céu pontilhado de estrelas. Ele estava assim quando conheci Verônica, estava assim quando minha filhinha nasceu, e estará assim quando eu reencontra-la. Quando o frio castiga, busco refugiar-me nos cantos mais ocultados da minha mente, pensando em minha falecida esposa e minha filha, que hoje deve estar no auge de seus vinte e cinco anos, dotada de toda a beleza e vitalidade que um ser humano pode ter. Arrasto-me pelo cimento encardido da calçada até um ponto onde deixo meu cobertor e algumas coisas que consigo das pessoas que me ajudam. Essas sim, são dignas de terem uma vida plena e bela. Aquelas que me auxiliam, não esperando algo em troca, somente meu sorriso e meu agradecimento. Nos meses mais frios, já fui convidado a entrar na casa de algumas pessoas, que me conhecem, mas recusei. Sei que um mendigo não é uma companhia muito agradável, mesmo que eu não seja alguém ruim, somente alguém que não teve sorte.
Alguns me perguntam o porquê de eu viver nessa vida. A resposta sempre é a mesma: “Eu não aguentei mais.” Eu sofri muito durante toda a minha vida. Quando minha mãe morreu, meu pai amargou-se, tornou-se violento e impaciente. Eu tinha 16 anos, e comecei a beber e usar drogas para ver se elas poderiam me fazer esquecer de todo o sofrimento. Quando vim da Paraíba para São Paulo e conheci Verônica, uma moça alta e esbelta que impunha sua presença a todos, nunca pensei que um dia ela se interessaria por mim, um atendente de lanchonete. Com o tempo, começamos a namorar, estava tão feliz que parei de usar drogas. Bebia eventualmente, não mais que isso.
Lembro bem, estávamos em uma festa. A pequena Manuela estava na casa de um casal de amigos nossos, gente de poder inquisitivo grande, mas que eram muito humildes. Gente de bem. Naquela noite, nos soltamos um pouco, bebemos mais do que planejamos e logo estávamos embriagados, assim como quase todos na festa. Na saída, fomos a pé e aos tropeços até a casa de Madalena e Roger Monteiro, nossos amigos. Estávamos no meio do caminho quando um carro surgiu do nada. O farol nos cegou, e a batida foi forte. Depois de alguns dias em coma, no hospital bancado pelos Monteiro, acordei e recebi a notícia da morte de Verônica.
A partir daí, voltei aos vícios. Os Monteiro obtiveram a guarda de Manuela, e eu comecei a ficar violento, assim como meu pai quando perdeu a esposa. Devido a isso, e ao amor que sentiam por Manuela, Madalena e Roger se mudaram para o exterior. Vim a saber depois, que foram para os Estados Unidos. Larguei o emprego, perdi a casa, o contato com a família e meus amigos. A pior parte de ser um morador de rua, é que você tem muito tempo para pensar nas besteiras que você fez durante a vida.
A noite é longa, mas o alvorecer me traz uma sensação de esperança. Nada melhor do que ver o sol nascer entre os dois prédios ao longe. Independente dos problemas, o sol vai nascer. Não importa o que aconteça, o sol vai nascer. Não importa o que aconteça, eu encontrarei a minha filha, mais cedo ou mais tarde. Já não há vejo tem vinte e quatro anos, e a saudades só aumentam a cada dia. Levanto e sigo pela rua, onde algumas pessoas caminham, em direção ao trabalho. Cada olhar de nojo e desprezo causa uma dor no meu peito, uma sensação de inutilidade. Por mais que seja verdade. Me aproximo de um rapaz encostado em uma parede.
– O senhor não teria… – Começo.
– Não. – Interrompe, duramente. O olhar carregado com a ausência de sentimentos. – Não tenho.
Abaixo a cabeça e volto a caminhar, cabisbaixo, a barba longa roçando desconfortavelmente no meu peito. Presa entre duas pedras que revestem a rua, noto que jaz uma nota de dinheiro. Pego-a, entusiasmado, e vou ao bar na esquina. Chegando lá, peço, o mais formalmente que posso:
– Bom dia, senhor. Eu gostaria de…
– Aqui não é lugar de gente como você. – Ele faz um gesto com a mão. – Suma.
Novamente, abaixo a cabeça e saio do bar. Atravesso a rua e sento em um banco de cimento na praça. Depois de alguns instantes, com a barriga roncando, vejo uma moça caminhando em minha direção. Muito bonita, de pele levemente escura, cabelos encaracolados e roupas brancas que contrastam com sua beleza negra. Ela se aproxima e estende uma vasilha de plástico com um pão dentro e um copo descartável de café com leite.
– Percebi como foi tratado, senhor. Parece estar com fome, pegue.
Agradecido, e em silêncio, me alimento vorazmente. A moça se senta ao meu lado.
– Como… Como poderia te agradecer? – Pergunto.
– Não, não, não… Fazer alguém feliz já é um agradecimento. – Arranco uma pequena flor de um arbusto próximo ao banco.
– Não seja por isso. – Lhe entrego.
– Obrigada. – Ela se levanta. – Desculpe, mas tenho que ir agora.
– Claro. Vá com Deus. – Desejo.
– Ah, obrigada. Amém. – Ela se despede com um sorriso.
Posso dizer que meu dia a partir daí foi um dos melhores em anos. Voltei para o meu beco e deitei sobre o cobertor. Através do escuro, vi duas silhuetas caminhando. A maior parecia estar agarrada à menor, sacudindo-a. Ouvi alguns murmúrios. Não, não, não… Por favor. Alguém precisava desesperadamente de ajuda. Aproximei-me e me escondi atrás de uma árvore, e pude ver o rosto da moça que me ajudou hoje de manhã, iluminado pela luz da lua. E um homem grande robusto com os dois punhos apertando seu pescoço.
– Agora você vai aprender a não mexer comigo de novo, sua vadia. – Ele socou o estômago dela e a sacudiu. – Nem pense em gritar.
Eu não posso ficar sem fazer nada, penso. Esgueiro-me pela lateral, às costas do homem, e coloco os braços sob os seus, cruzando-os sobre o seu enorme peito. Sinto os músculos duros e seu coração pulsando.Ele se desvencilha da mulher e tenta lutar, mas antes que ele possa o fazer, o jogo no chão com toda a força e o chuto até que ele pareça desacordado. Checo o pulso, continua vivo. A mulher parece pasma.
– Obrigada. – Ela diz. – Obrigada, obrigada, obrigada. – Ela começa a chorar.
– Eu só quis retribuir. – Digo. Ela me olha com os olhos semicerrados.
– Oh, é você! É você! – Exclama.
– Sim, mas agora vamos sair daqui. O rapaz já vai acordar.
Acompanho a moça até sua casa, não muito longe. É uma verdadeira mansão, com um grande jardim e muitas janelas. Ela abre o portão.
– Não quer entrar? Talvez…
– Não. – Digo, e me detenho com medo de ter soado rude. – Obrigado.
– Não quer jantar? Tenho comida.
– Não, obrigado. Não quero nada.
– Então… Está bem. – Ela sorri e massageia pescoço, onde o homem quase a enforcou. – Existe algo que eu possa fazer por você? – Olho para a enorme mansão.
– Na verdade… – Penso em Manuela. – Tem sim.

Proposta de clímax vencedora do nosso escritor Misael:

…Tem uma coisa
-Claro e só pedir!
-Então lá vai… começo a falar para ela como se aquilo iria mudar minha vida, mas quem sabe não mudaria. Falo toda história da minha vida e o que aconteceu com minha doce e pequena Manuela e com as pessoas que deixei. Termino de falar e um silêncio fica solto no ar. A única coisa que ela diz antes de se virar e ir embora é:
-Senhor…
-Rick, era assim que Verônica me chamava!
-Senhor Rick, eu tenho que pensar. É uma história muito triste e é muito lindo o que você quer fazer eu entendo isso. Minha mãe morreu quando eu tinha 5 anos e meu pai bebia e sempre chegava irritado em casa e ele me fazia trabalhar e se eu não trouxesse nada ele me espancava e eu já fui abusada por ele e um dia quando ele me bateu eu fiquei com tanto ódio, mas tanto ódio que o envenenei e então fui levada para um centro de detenção provisória, então comecei a estudar mais do que tudo. Trabalhava e hoje consegui o que tenho com esforço. E vários anos de tratamentos psicológico. E aquele homem que estava me agredindo comecei a trabalhar para ele por que na minha mente eu sempre vejo meu pai me chamando dos piores nomes possíveis, me mandando conseguir dinheiro e eu tinha um acordo com ele para acabar com o meu peso sobre as costas, e eu te ajudei dando a você comida só para tirar a culpa mais todo dia ela renasce cada vez maior.
E você tentando achar sua filha isso é lindo e meu pai nunca nem me falou que me amava! …
Ela estava aos prantos, botei a minha mão direita, toda imunda, no seu ombro e disse:
– Deus não fez pessoas tão lindas para chorarem e nem para ficarem tristes. Ela sorriu meio torto, com lagrimas inundando seu rosto. Eu nunca vi uma pessoa mais carinhosa como você. Sorria!
-Muito obrigada Sr.Rick eu vou entrar e irei pensar bem sobre isso amanhã eu te darei a resposta você não quer mesmo nada?
-De nada. Mas não, não quero dar trabalho para você irei ficar no lugar de sempre. Tchau! Já vou antes que roubem meu cantinho. Tchau…? Desculpe, não sei seu nome.
-Lisa. Tchau Sr.Rick. Se cuida. Espera! Pegue vinte reais. É a única coisa que tenho aqui.
Ela me entrega os vinte reais e fecha o portão de sua imensa casa. Vejo ela entrar em casa e vou caminhando naquela imensa escuridão e no meu pensamento, será que irei encontrar minha pequena filha, será que eu pedi de mais! Será que a minha vida vai ter um final feliz. Será que a minha vida e a vida de lisa se encontrarão novamente?
Chego ao meu cantinho sujo e olha quem está lá! Richard, meu gato companheiro de todas as horas. Não sei como consegui adormecer tão rápido se minha mente está cheia de pensamentos.
Acordo as lambidas de Tobi, um cachorro vira-lata, branco, sujo e também vejo duas pernas finas, com um salto preto muito elegante que parecia ir trabalhar num escritório. Reconheci, era Lisa com um envelope branco na mão ela vem e me entrega o envelope
Digo: – oi. Coçando meus olhos. Você pensou? Abrindo o envelope vi um passaporte com a bandeira dos Estados Unidos da América e uma quantia muito alta.
– O que é isso? – perguntei
– Oi – respondeu ela e continuou
– Ontem, antes de falar com você, estava ao ponto de me suicidar. Então, quando ia pegar um veneno em cima do armário, mas sem querer, peguei minha bíblia dessas azuis que só tem o novo testamento que minha mãe me deu antes de morrer. Dentro dela estava uma foto amassada dela, depois de dar à luz, me segurando no colo e dava para ver ela chorando e atrás estava a mensagem “Deus não fez pessoas bonitas para chorar” de: mamãe para: Lisandra (Lisa) a minha menininha linda. Sempre ajude as pessoas que mudam a sua vida desde um simples mendigo até a pessoa mais importante do mundo. Eu nunca tinha visto aquela foto na minha vida. E eu lembrei de você! Você mudou minha vida e pode ter certeza eu vou te ajudar. Para onde você for eu vou!
Ela começa a chorar como ontem à noite e eu também começo a cair em lágrimas.
E o que você vai fazer? – perguntei a ela.
– Partiremos amanhã, Rick. Vamos achar sua filha.

Proposta de desfecho vencedora da nossa escritora Paula Arakaki

– O que? -perguntei achando que não estava ouvindo direito – você está mesmo disposta a fazer isso por mim?
– Oras, é claro! Ontem você me fez o bem, só estou retribuindo, aliás é isso que amigos fazem Sr Rick!
Eu não podia acreditar no que ouvirá…amigos! Fazia muito tempo que alguém não me chamava assim, tinha até esquecido como era boa a sensação.
– Lisa, você sabe que ficarei te devendo eternamente por isso, mas para achar minha filha eu aceito tudo e faço de tudo!
– Fico feliz que aceite minha proposta! Até porque já fiz os passaportes e comprei as passagens!
– Se você já comprou as passagens, que dinheiro é esse?- perguntei lhe mostrando o envelope.
– Isso é para você, afinal iremos viajar para fora do país! Você precisa de roupas, produtos de higiene e essas coisas! Irei com você comprar agora mesmo, e depois você passará a noite lá em casa, pois amanhã teremos que sair cedo!
Sem nem ao menos esperar me levantei limpando as mãos em minha calça, Lisa fez um sinal para que eu a acompanhasse e então avistei uma Mercedes logo a frente, ela entrou no carro e eu fiz o mesmo, e quando percebi já estávamos na Paulista.
Foi sem dúvida o melhor dia que eu havia tido em vinte anos, havíamos passado em várias lojas, havíamos almoçado em um dos melhores restaurantes de São Paulo, e não quero parecer uma garota, mas fizemos muitas realmente muitas compras!
– Gostou do nosso dia Sr Rick?- Ela disse assim que chegamos em sua grande cas
– Foi realmente maravilhoso! Muito obrigado! Ah e pode me chamar apenas de Rick, somos amigos certo?
– Certo- ela disse sorrindo para mim- eu sinceramente gostei muito do seu novo corte de cabelo, e você fica bem melhor sem a sua longa barba- disse divertida- e adorei as roupas também!
– Ah obrigado!- disse ainda envergonhado- você tem um ótimo gosto para roupas!
– É pois é- disse indo a cozinha- está com fome? Vou preparar o jantar! Fique a vontade! Ligue a tv se quiser!
Murmurei em aprovação e me sentei no enorme sofá de couro branco que havia na sala e com o controle ligue a TV, estava passando algum programa sobre viagens e cidades turísticas.
– “Hoje iremos até a tão queria Hollywood e entrevistaremos pessoas para saber a opinião do povo sobre Los Angeles” – a repórter falou- “Olá por favor!- disse a uma menina que passava distraída.
– “Sim?”- ela disse em português.
– “Oh, Você fala portugues! É brasileira? Qual o seu nome?”
– “Sou brasileira sim -soltou uma risada – mas moro aqui a muito tempo! Me chamo Manuela Monteiro”
Disse e levei um susto, era ela, minha filha! Havia trocado o sobrenome para o de Madalena e Roger! Como estava linda, parecia tão feliz naquela cidade movimentada, chamei por Lisa e ela rapidamente apareceu na sala.
– O que aconteceu Rick?
– É ela! Minha filha! Veja como é linda! Temos que ir para Los Angeles!
– Meu deus! Realmente uma linda garota! Que coincidência ela estar na TV…parece que o destino quer mesmo que vocês se encontrem! Amanhã de manhã partiremos direto a Los Angeles não se preocupe!
A noite passou como um furacão, havia ficado tão empolgado que mau consegui dormir, e quando vi já estava no avião desembarcando em Los Angeles. Pegamos um taxi que nos levaria direto ao hotel.
– Ansioso?- Lisa me perguntou.
– Você nem faz ideia! Quero procurá-la logo! – disse segurando sua mão por impulso.
– Estarei junto com você até o fim- disse apertando minha mão.
– Que assim seja! – disse sorrindo.
Os dias se passaram, uma semana, e ainda não havíamos a encontrado porém Lisa continuava comigo e minha admiração por ela parecia crescer a cada dia.
– Está pronto para mais um dia de busca? – perguntei a ela enquanto chegávamos a Santa Mônica.
– Sempre! – ela disse sorrindo.
– Sempre- repeti.
Estávamos andando pela praia de Santa Mônica e eu sinceramente não tinha mais esperanças de acha-la ali, tínhamos rodado todas as lojas existentes, entramos em todos os restaurantes e olhamos em todos os brinquedo que existiam no píer e agora andávamos pela praia alertos a qualquer coisa, eu estava andando pela água, enquanto Lisa que parecia não querer se molhar andava na areia seca, após 10 minutos andando uma pedra apareceu no meu caminho, e antes que eu pudesse desviar tropecei caindo de cara na areia molhada. Ouvi alguém gargalhar atrás de mim e logo vi Lisa se abaixando rindo.
– Você está bem?- perguntou segurando o riso.
– Vai rindo mesmo!- disse ainda caído.- acho que vou ficar com um galo!- passei a mão pela cabeça
– Are you okay? – ouvi uma voz diferente perguntar.
Assim que levantei minha cabeça para responder ao gringo que eu estava bem, levei o maior susto da minha vida, cheguei a dar um berro que a assustou.
– MANUELA!- grite me levantando é a abraçando- meu deus como eu senti a sua falta.
– me desculpa- ela disse assustada- não conheço o Senhor!
– O que está acontecendo aqui? – ouvi a voz de um homem que logo reconheci ser Roger.
– Roger meu amigo! – disse agora o olhando- Não se lembra de mim?
– Rick?- disse me cumprimentando- Meu deus não te vejo a…
– vinte anos – o completei.
– Rick? Meu pai?- Minha filha se virou confusa para Roger- você bem que disse que um dia ele iria vir me procurar!
Assim que terminou ela me abraçou e eu finalmente senti que aquele abraço curaria todos os anos em que passei nas ruas, aquele abraço curaria todos os olhares de nojo que já me jogaram, curaria qualquer dor que eu sentisse, curaria tudo…

FIM.