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Tema vencedor criado pela escritora Glesyane Lopes:

Arthur, um ex-super-herói, decidiu encerrar a sua incessante tentativa de salvar sua cidade dos criminosos que à habitam, após a assassinato de sua esposa Elena. Arthur estava focado apenas em ser um bom pai e um homem “normal”, porém agora ele está cogitando voltar a ser um herói depois que o assassino de sua esposa voltou a amedrontar a sua cidade e está colocando em risco a vida de seu filho.

Proposta de Apresentação Vencedora do Escritor EdCampanate:

A espaçonave começava a se desestabilizar perdendo a trajetória, pois entrou na atmosfera da terra.
Maia foi até o canto da sala, locomovia-se com dificuldades agarrando-se nos tripés que estava no centro do laboratório. Havia um objeto que Maia não tirava os olhos desde que entrara naquela espaçonave, era outra cápsula, de tamanho menor. Ela se aproximou e foi então que seus olhos brilharam mais que a luz que carregava no peito, suas mãos estavam tremulas. Era seu bebê, o pequeno Arthur. As lágrimas dela escorriam sem parar e o pequeno Arthur sorria balançando os bracinhos e as perninhas querendo Maia.
— Boa sorte meu bebê— manteve-se firme, pois sabia o que estava fazendo.
No alto do teto abobadado a espaçonave ouvia uma voz:
— Processo de transferência faltando 20%, favor não retirar, aguarde o término do injetor atômico.
— Tempo para impacto 5 minutos.
Maia teu um beijo na redoma de vidro, não podia parar nem pra ficar com o filho, olhou para pegar os pequenos satélites que deveriam estar junto de Arthur, neles estavam sendo carregado o DNA de Maia e também de todo seu povo. O processo ainda estava incompleto. Maia pulou sobre uma mesa metálica tipo aço, toda forjada e apanhou os pequenos satélites e levou até a pequena cúpula e acionou o pequeno dispositivo que abriu e recebeu a pequenina cápsula ainda incompleta. Mais solavancos e trepidações na espaçonave fizeram com que o tripé caísse sobre a mãe do pequeno Arthur matando-a. Foi que então um espectro de luz mais intensa saiu do peito de Maia, a luz se dividiu. Uma parte iluminou toda a espaçonave, criando uma barreira eletromagnética e corrigindo sua trajetória. A outra parte da luz foi em direção a redoma de Arthur, completando os satélites.
— Processo de transferência completo… Injetor desligado.
— Processo de transferência completo… Injetor desligado.
— Tempo de impacto 5…4…3…2…1…
Os convidados aos poucos iam chegando, Jimmy estava ao lado de Anne, sua namorada.
Eles estavam sentados num pequeno sofá no canto da sala, próxima janela de onde as cortinas rendadas de flores suaves balançavam ao vento da noite. Os dois estavam cansados, não queriam ficar em pé, pois passaram o dia inteiro, daquela sexta-feira de céu nublado ajudando a preparar a festinha da irmã, Elena estava completando 9 anos juntos com os amigos dela e de Jimmy.
As ornamentações ficaram bem distribuídas na pequena sala de estar. Os balões eram de cores vibrantes e no meio do bolo, uma enorme vela rosa toda brilhante. Elena estava deixando de ser uma criança, mas dizia ao irmão que não largaria as suas bonecas. Ao contrário de Jimmy com seus 16 anos já achava que era o homem da casa. Ele amadurecera rápido nas intermináveis ausências do pai que estava sempre em viagens longas, houve certa vez que Sr. Maclain ficou fora por 6 meses e nem deu notícias. O garoto de cabelos negros e liso bem cortado sabia que tinha uma missão, cuidar da sua mãe, ela tinha câncer e estava muito mal.
Jimmy pediu licença à Anne quando viu seu pai chegar. Sua reação foi de um garoto com saudade, mas logo se deteve. Ele olhou firme para os olhos de seu pai, as sobrancelhas grossas ficaram arqueadas na testa onde havia uma pequena pinta. Sentiu sua respiração acelerar junto com as batidas do seu coração. Viu o pai ir direto para o quarto da mãe sem cumprimentá-los.
Jimmy não se levantou. Virou-se para o lado sentiu que estava sendo observado, era Elena, mas ela abaixou a cabeça e foi então que Jimmy foi ao encontro da irmã. Todo aquele clima daquela noite, só uma convidada que sabia o que acontecia nas trocas de olhares da família dos Maclain, era Anne. O garoto Jimmy, um menino comunicativo que era um dos melhores alunos da Escola Gigantes. Todos gostavam dele, pois era inteligente e queria ser um cientista.Jimmy a abraça apertando a irmã contra seu peito e segura seu queixo curto e fino diz:
— Que bom que ele veio, acho que é porque gosta mais de você do que de mim.
Elena enxuga o rosto onde desponta uma lagrima e responde:
— Você sabe que não existe isso. Ele sempre nos abandonou e eu já estou acostumada.
Jimmy passa a mão nos seus cabelos pretos e murmura:
— Eu e a Anne, vamos tomar conta de você, está bom?
Elena deixa um pequeno sorriso aparecer e diz:
— Até a mamãe? Até a mamãe Jimmy?
Ele diz:
— Sim irmãzinha, sim até a mamãe.
Nisso Elena chegou perto deles e todos eles se abraçaram.
Ele deu um beijo nas duas e saiu indo em direção ao banheiro.Jimmy fingiu ir ao banheiro que ficava em frente ao quarto da mãe. Queria saber aquilo que todos já diziam: Seu pai estava ali para se despedir deles. O homem de boa aparência tinha nas mãos um enorme envelope branco. Pela fresta da porta ele via a mãe que já estava na cadeira de roda e passava uma fina maquiagem no rosto para tampar as enormes manchas escuras em volta dos olhos, estava cansada, foram muitos dias de radio terapia, a cabeça ganhara um lenço de seda florido, foi ele quem o dera. Seu pai estava sentado na beirada da cama atrás deles. Jimmy viu quando ele se levantou para empurrar a cadeira, assim que suas mãos tocaram o encosto, ela gritou com ele pedindo soltá-la, seus punhos haviam se fechado e dizia mais algumas coisas. Jimmy abre a porta e corre para perto da mãe e diz:
— Mamãe, Não!
E olha para o pai dizendo:
— Não ponha as suas mãos nela, por favor!
Ele a abraça forte e não quis mais encarar o pai.
Ela carinhosamente passa a mão no seu rosto e diz carinhosamente:
— Calma Jimmy, está tudo bem.
Com a voz embargada e sufocada no colo da mãe fala:
— Pode deixar mamãe, eu e Elena tomaremos conta de você.
Ela abaixa a cabeça e beija a testa do filho e responde:
— Eu sei disso meu filho, como eu sei.
O pai, com o documento nas mãos, foi para a porta e ficou olhando para os dois sem se comover.
Ela diz:
— Vamos agora filho! Sua irmã e os convidados estão nos esperando.
Jimmy foi para perto da irmã, todos já reunidos próximo a mesa, Anne entendeu que era para apagar as luzes. Ele acendeu a vela e todos começaram a cantar parabéns. Jimmy olhou para sua mãe que sorria e seu pai de braços cruzados num canto. Então naquele instante começou a pensar no pai. Que sentimentos eram aqueles? Como seu pai poderia ser daquela forma? E a tristeza maior para Jimmy é que gostava muito dele.
Assim que os convidados se juntaram ao redor de Elena para olhar os presentes, Jimmy foi até a garagem buscar o presente ela e viu o pai entrar no carro e sair sem despedir e o chama:
— Pai, espere!
Não houve resposta.
Ele ficou ali parado, olhando o carro sair rapidamente, virando na primeira curva, passando pela porteira da fazenda. Sentou-se no chão e começou a chorar.
Na sala Anne deu falta do namorado, olhou para Sra. Maclain e ela fez um sinal que ele estava lá fora.
Anne, na varanda viu Jimmy sentado no chão de cabeça baixa. Aproxima-se dele e diz:
— Não fique assim Jimmy, todos nós erramos.
Ele olha nos olhos dela e responde:
— Por que tem que ser assim?
Ela agacha ficando próximo rosto dele e continua:
— Fazemos escolhas que nem sempre pode agradar a todos.
Jimmy não queria entender, ele queria o pai ali.
Ela o puxou para si e ficaram ali deitados na calçada olhando para o céu ainda fechado. De repente começou a ventar forte e uma luz forte cortou o céu, bem ali na frente deles. As copas das arvores estalavam fortemente, foi tudo muito rápido, indo em seguida direção ao grande lago. Algumas pessoas na casa saíram para ver o que estava acontecendo. Jimmy e Anne já estavam pra lá da porteira.

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